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Trabalhadores da GM (General Motors) participaram na manhã desta sexta-feira de assembleia promovida pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano contra as reformas trabalhista e previdenciária.
O ato, que aconteceu em frente à empresa, na Avenida Goiás, teve início às 6h e terminou por volta das 7h15. Segundo a direção do sindicato, entre 4.500 e 5.000 funcionários da montadora estiverem presentes. No período, a linha de produção foi paralisada, porém as atividades foram retomadas logo após o encerramento da assembleia.
Para o vice-presidente do sindicato, Francisco Nunes, o protesto desta manhã serviu para fortalecer ainda mais a categoria no que diz respeito à luta contra as mudanças encabeçadas pelo o que chama de “desgoverno”, em referência ao presidente Michel Temer (PMDB). “O movimento sindical tem que tomar a linha de frente e não pode permitir a retirada dos direitos conquistados por nós e pelos nossos antepassados.”
Ainda segundo Nunes, apesar de a reforma trabalhista entrar em vigor amanhã, algumas cláusulas são inconstitucionais e devem ser combatidas. “Vamos entrar na Justiça para tentar derrubar algumas medidas. Além disso, vamos fortalecer o movimento, que não vai parar por aqui. Vamos tentar nos reunir mais vezes”, afirmou o vice, sem precisar as datas das novas manifestações.
Quanto à reforma da Previdência, as lideranças do sindicato devem aguardar as definições para então estabelecer seus próximos passos.
A CUT (Central Única dos Trabalhadores) e demais centrais sindicais também promovem nesta sexta manifestação contra as reformas em várias partes do País. Em São Paulo, a atividade teve início às 9h30, com concentração na Praça da Sé e caminhada até Avenida Paulista. Lideranças regionais devem se juntar ao ato, segundo Nunes.
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