Entidades se reuniram nesta quarta-feira em audiência no TRT-SP, mas negociação empacou
ouça este conteúdo
|
readme
|
Não houve acordo entre os professores e o Sesi (Serviço Social da Indústria) na audiência conciliatória realizada nesta quarta-feira (2) no TRT (Tribunal Regional do Trabalho) de São Paulo, de acordo com a presidente do Sinpro ABC (Sindicato dos Professores do Grande ABC), Edilene Arjoni, e a categoria continua em ‘estado de greve’ .
“O Sesi chegou sem nenhuma proposta, manteve a mesma que foi rejeitada pela categoria e não aceitou um acordo para não descontar os dias parados ”, disse Edilene.
Na região, o sindicato reúne 200 professores de escolas de Santo André, São Bernardo e São Caetano, mas em todo o estado são pelo menos quatro mil docentes. “Foi uma surpresa, achávamos que eles chegariam mais dispostos a negociar, mas não aceitaram discutir nada”, disse.
Os professores da rede Sesi declararam greve na segunda-feira, mas retomaram às aulas nesta quarta-feira por sugestão do TRT. “A assembleia de terça acatou a proposta da ‘cláusula da paz’ sugerida em audiência no TRT, onde você volta ao trabalho e a negociação é reaberta”, explicou a presidente do Sinpro ABC.
No entanto, a negativa em negociar qualquer item da pauta de reivindicações da categoria, que são 2,5% de aumento real, 18% de abono salarial e melhores condições de trabalho, podem levar a uma nova paralisação. “Continuamos em estado de greve, os professores podem parar as atividades a qualquer momento”, esclareceu Edilene.
A sindicalista disse que categoria vai reunir para discutir as próximas ações.
Diadema, que também possui unidade do Sesi, não parou, pois são filiados a outro sindicato.
A assessoria do Sesi foi procurada pelo Diário , mas até o fechamento desta edição não havia respondido.
CAMPANHA SALARIAL
Os professores iniciaram a campanha salarial em dezembro de 2024, organizada pela Fepesp (Federação dos Professores do Estado de São Paulo). A data-base da categoria é 1º de março.
Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.