Aulas de combate a incêndio incluem noções básicas de primeiros socorros
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Fogo e coragem: o programa de bombeiro mirim, já estabelecido em Santo André e São Bernardo, chega a quatro escolas de Rio Grande da Serra. Quem tem de 4 a 17 anos e quer aprender a combater incêndios ou a praticar primeiros socorros pode se inscrever durante esta semana nas três cidades.
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No Grande ABC, 989 crianças e jovens já fazem parte do curso gratuito aos sábados, enquanto as próximas matrículas podem ser feitas por meio do site https://bombeiromirim23784.bubbleapps.io/loguin.
Um detalhe importante é que a farda, uniforme de bombeiros para a criançada, e o material didático também são entregues sem custo algum, graças a uma parceria de empresas e do governo federal, segundo Gerson Moraes, que coordena o projeto na região. Hoje, o programa de bombeiro mirim se espalha por 189 cidades no Brasil.
No Grande ABC, a oportunidade foi trazida como uma forma de estimular a formação de novos profissionais. “Em Rio Grande, começamos projeto-piloto, com uma escola, no ano passado. Mas tudo nasceu há cinco anos na região, depois que eu (como bombeiro, empresário e jornalista) observei que teríamos de trazer agentes de outras cidades, caso fosse necessário trabalhar aqui. Consideramos a ação como transformadora, pois tira (a criança) do celular, prepara para as realidades e planta o respeito entre todos”, explicou Moraes, que incentiva a oportunidade também aos adolescentes como uma forma de conseguir o primeiro emprego.
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O trabalho inovador deve ganhar homenagem na quarta-feira (26), na Câmara de São Bernardo.
Já para tirar dúvidas, consultar documentos necessários para a inscrição e as unidades do Bombeiro Mirim em Santo André, São Bernardo e Rio Grande da Serra, é possível mandar uma mensagem via WhatsApp para o telefone celular (11) 9 8503-3529.
A animação da turminha cresceu nos últimos dias, segundo Andrei Gonçalves, 12 anos, com a informação de que as aulas, especialmente na cidade que estreia no projeto, devem ter programação especial de rapel e natação. Já para aprender a salvar animais e pessoas, eles devem usar cordas e equipamentos e treinar na Pedreira – que funcionou para extração mineral até 1970 e agora faz parte do turismo de aventura da cidade. “O curso ensina a ter coragem para estas atividades e até para quando precisamos fazer apresentações, por exemplo”, destaca.
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Já o bombeiro mirim Enzo Luz, 8, descobriu no curso sobre primeiros socorros a paixão pela medicina, já pensando no futuro. “Quero ser médico. Fiquei muito feliz porque aprendi nas aulas a conferir certinho a glicemia da minha avó. Ela tinha comido muito doce de figo e abóbora, mas pude ajudar. Descobrir estas coisas é bom para todas as crianças”, comemorou.
Fã de pega-pega, Bryan Fonseca, 6 anos, revelou a vontade em seguir correndo atrás da carreira de bombeiro. “Comecei com 5 anos (no projeto-piloto de Rio Grande), mas ainda dá para aprender bastante por aqui até ficar adulto”, disse ele, bastante empolgado.
Neste meio-tempo do projeto-piloto, Laisa Berrane, 9, até ajudou a avó durante uma convulsão. “Foi muito importante saber como acalmar minha avó e deixá-la confortável para ligar para o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). Chamei minha amiga da escola para ser bombeira também”, enfatizou a garotinha. Segundo ela, a mãe, quando jovem, já havia desistido de ser bombeira para cuidar de outro membro da família.
Também com 9 anos, Beatriz Alves destacou a importância do projeto. “Consigo resolver questões que os mais velhos da minha casa não podiam. A gente pode entender como fazer para salvar vidas. Já ajudei minha mãe em uma crise de ansiedade forte, por exemplo”, contou.
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